TEXTO RETIRADO DA INTERNET SEM PERMISSÃO DO AUTOR
Caríssimos,
Concordo com as palavras de Ruivan. Acredito no Movimento dos
Trabalhadores Sem Terra, nas lutas por eles travadas. Em Cametá,
contudo, não é necessariamente o espírito do MST que está a movimentar
tais ações.
Não nego que o município tenha uma grande dívida social em termos de
habitação, e não só isso, devendo ele também cuidar para que as
pessoas tenham acesso a uma habitação, e com dignidade, o que poderia
ser feito desapropriando terras, a interesse público, onde não
houvesse produtividade. Nos castanhais há produtividade, foram gastos
recursos públicos há anos para que fossem plantadas as castanheiras.
Infelizmente política nesse município, não raras vezes, tem sido feita
com populismo, com a sempre necessidade de se manter no poder,
calando-se para os interesses públicos, para o bem público. Cala-se
para a privatização das calçadas públicas. Cala-se para a privatização
da área marítima da frente da cidade, que era pública. Cala-se para a
privatização dos trapiches públicos, como o era o espaço onde está a
empresa Arapari, salvo outro juízo.
Há necessidade de se mudar essa mentalidade espoliadora dos espaços
públicos na região, no município.
No demais, a área poderia servir mais coletivamente, salvo outro
juízo, como um parque ambiental, já que a cidade cresce tão
concretamente em cimento, que daqui não muito tempo área verde para
futuras gerações será tão somente em meio digital. Em Belém, o bosque
Rodrigues Alves e o Museu foram pensados há século nessa perspectiva.
Os vereadores precisam se postar criticamente diante dessa situação. A
Prefeitura, se transcendesse o populismo, também deveria buscar
alternativas para essa situação.
O problema é que historicamente essa prefeitura atual contribuiu, com
sujeitos nela presentes, para a apropriação privada de espaços
públicos, depois loteando, ganhando dinheiro com isso. Que o digam
grandes lotes de terra do bairro novo e da matinha, como exemplos, que
de públicos foram depois vendidos. Que o digam a praia da Aldeia e os
trechos próximos à estrada que vai para Pacajá.
A relação entre setores oligárquicos do município sempre fora uma
relação de compadrio e de expoliação dos espaços públicos. Que o digam
o loteamento de espaços públicos como praças e calçadas no município,
como as calçadas próximas à Caixa Econômica.
Creio que uma ação efetiva nossa fosse, de início, alargarmos nossos
comentários para as redes socias, ampliando o debate, expondo também a
situação a deputados, ao ministério público.
Parabéns, Ruivan, pelo compromisso e posicionamento diante da
realidade. No demais, a invasão desses castanhais vai de encontro ao
plano diretor do município, que, por outro lado, não é também
respeitado, quando orienta que o município deveria cuidar das questões
habitacionais, quer por meio do tão falado RECURSOS PRÓPRIOS como por
meio de parceirias, o que esse município não viabiliza, dada a sua
sempre inadimplência com seus impostos para com a União.
Abs
Doriedson Rodrigues
Docente da UFPA



Concordo, em parte, sobre essa opinião do professor Doriedson. Mas devemos pontuar que muito dessas situações não partem apenas dessa atual administração. Esta herança foi nos foi repassada desde as primeiras oligarquias cametaenses. Lembremos fatos mais recentes, a ocupação desenfreada da Praça das mercês durante o governo do Sr. Quaresma, figura respeitada em seu partido (PT).
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